Porque as mulheres não vem com manual de instruções































Categoria: Sofá da Mona


O Rey do gado


Autor: Mafalda ~ 21 de fevereiro de 2012. Categorias: Sofá da Mona.

Em alguns açougues há aquela placa com a ilustração do corpo de um boi, parecendo um país com seus estados, indicando as regiões anatômicas correspondentes a cada corte de carne.
E lá estava a placa, em pleno Carnaval, transfigurada no extravagante Dr. Rey. Pra quem não conhece Dr. Rey – por favor, Google imediato (não que valha a pena).

Cobertura de Carnaval da Rede TV. A atuação pilhada (mesmo) de Dr. Rey e seu papel como avaliador de bundas e corpos femininos nesse Carnaval, trouxe à memória a tal placa do açougue. Independentemente de algumas garotas se voluntariarem a tamanha exposição (e algumas subcelebridades, nem tanto), o que se viu foi um cara jogar no lixo qualquer credibilidade, seriedade, ética profissional e respeito à mulher. É isso que esse cara fez com anos de estudo? Apesar de usar compulsivamente termos como “linda” e “querida” para as garotas, nada havia de doce em seu tratamento. Era uma “coisificação” tão agressiva e humilhante para a imagem feminina, que em poucos segundos Dr Rey já estava em close com uma bunda ao fundo. Bundas e coxas foram desenhadas, músculos localizados, partes apalpadas e apertadas sem qualquer necessidade.

Dr Rey tem um desejo quase patológico de ser o centro das atenções. Como médico, como praticante de artes marciais, como dono de corpo masculino esculpido e depilado, como um “apreciador contumaz” da mulher…(ele me dá muita  preguiça mental). Mas como mulher, entenda-se: corpos dentro de certo padrão estético. Sempre com o mesmo formato padrão; caso contrário, não ganha carimbo de “aprovado” pelo Dr Rey.  No “exame” do médico (que tinha até carimbo para validar a carne examinada), o sintoma mais preocupante era sua presença ali e o aparente sucesso… Sintoma de nosso adoecimento sociocultural, da mídia, do abuso de mulheres sem identidades (porque se tornaram apenas seu corpo e suas partes), da transformação de Medicina em espetáculo e da submissão de uma massa de mulheres que acredita que atingir percentuais mínimos de gordura seja sua maior conquista. Pobres mulheres. Poderiam ser tão mais… Mais relaxadas, soltas, satisfeitas, mais respeitadas, com maior auto-estima. Quem sabe, mais felizes com si mesmas?

Pra quem tem estômago, tai um vídeo direto do açougue da Rede TV .
PEDIDO ESPECIAL: Euba, por gentileza, comente a camiseta de Dr. Rey. Sério.

PS da Editora – na busca e indecisão de uma imagem para ilustrar o inicio deste post achei esta aqui no blog do Testosterona . É um anúncio do Peta contra o consumo de carne vermelha, com a Pamela Andersson posando like carne de vaca. O pessoal do Testosterona aproveitou para fazer gracinha com o anúncio.



 


Decifrando as Pedras Guias da Geórgia


Autor: Mafalda ~ 18 de janeiro de 2012. Categorias: Mona POP, Sofá da Mona.

Não curto muito “sociedades secretas”,  e acho meio forçado esse Careca que apresenta o programa, mas é interessante ver a história das Pedras Guias da Géorgia.


BBB 12 – você assiste ou não assume?


Autor: Mafalda ~ 12 de janeiro de 2012. Categorias: Sofá da Mona.

Lógico que o título é uma troladinha light nos queridos leitores! Porque ninguém assiste BBB, não é mesmo?

Com o estabelecimento do Facebook como principal rede social na internet, tenho percebido que todos os anos é a mesma coisa: chega essa época em que o universo facebookiano se divide em 3 tipos de usuários. Temos os telespectadores que assistem (e até comentam sobre) o Big Brother Brasil; no oposto temos o que se manifestam alérgicos e contrários ao programa e, por fim, o tipo mais freqüente: aquele usário que assiste ou não e não declara isso na rede.

Não sei o porque, mas o fato é que, em geral, pega mal dizer que você assiste o BBB. Será impressão minha? E ainda vão dizer que você deveria estar lendo um livro (sim, essas pessoas enviam isso porque estão na internet e não lendo um livro… rsrsrs)

O Faustão no domingo (Globo) é um dos programas mais irritantemente chatos para meu gosto individual. Mas basta visitar uma ou outra casa de parentes ou amigos e uma TV aparece ligada na atração. Devo deduzir que essas pessoas queridas são o retrato do que assistem? Eu já assisti pelo menos algumas vezes e, embora não tenha me convencido a selecioná-lo como programa preferido para um domingo ou qualquer outro dia da semana, não me afetou  tanto saber que meus amigos e pessoas ao redor costumam assisti-lo. Porque não vejo isso como algo significativo ou relevante. Ta, um programa que não me agrada, mas tudo bem, tem gente que gosta. Sem traumas para ninguém.

O fator “queimador de filme” do BBB ainda é um mistério para mim. Explico: consigo compreender e concordar com todos os argumentos dos que se colocam ferozmente contra a atração como se fosse uma espécie de anti-cristo televisivo, mas após ouvir tudo, inevitavelmente penso: mas e daí? Porque essa pessoa não muda o canal e fica na sua como todos nós fazemos com a maior parte da porcaria veiculada pela TV?

O que me deixa curiosa sobre as reações negativas sobre o BBB é que ele parece despertar uma espécie de “patrulha” em nosso meio. Já perceberam? Você pode comentar sobre a novela do Pereirão em qualquer lugar a qualquer hora. A pessoa do seu lado pode até virar os olhos, pois não gosta de novela, mas você nunca despertará o advogado de acusação adormecido dela… Não é interessante? Por que as pessoas dão tanta importância a este programa em específico? Não é só um programa de TV, um pseudo-reality? (sim, inventei este termo, pois há de tudo no BBB, exceto realidade).

Recentemente assisti Mulheres Ricas da BAND. Desculpem, mas quase vomitei. Talvez ninguém tenha visto devido às férias, mas é horrível e cruel. Um constrangimento. E nada de manifestações acaloradas na rede. Um ou outro dizendo algo e pronto.
E aí, leitor querido? Você tem alguma explicação? Então, manda pra gente, please!


“Dica: Experimente os discursos do Bial com a tecla MUTE acionada!”




Corram para as colinas – o pior do Natal


Autor: Mafalda ~ 19 de dezembro de 2011. Categorias: Sofá da Mona.

Li em novembro deste ano, que um juiz nordestino havia proibido a execução da versão from hell da cantora Simone da lindíssima música (a original) XMas (war is over) em lojas e espaços públicos. A versão é um assassinato a sangue frio ao bom gosto, especialmente dos que, como eu, têm em John Lennon um de seus ídolos mais queridos. Fui uma pessoa feliz, como todos os iludidos, até que soube que essa foi uma trollada (sério, detesto trolladas, pois sou em essência uma pessoa crédula). Saber que se tratava de um factóide foi uma pá de cal na minha já fragilizada crença na justiça. Simone já me havia imposto uma agressão auditiva quando gravou sua versão de “Será” de Renato Russo. Pensei: “até que enfim alguém usa sua autoridade para parar com esses crimes hediondos contra o bom gosto”. Triste ilusão… Então, ingênuos como gnus tocaiados por leoas, podemos ser pegos a qualquer momento pela famigerada música natalina de Simone. Vai comprar seus presentes? Então esteja preparado… Quem quiser sofrer, basta dar play no vídeo abaixo e se contorcer com um combo sinistro: playback + Simone/versão + Domingão do Faustão.

Outro combo angustiante é o encontro de Roberto Carlos com padres cantores. Na verdade, em primeiro lugar não entendo padres cantores. Depois da onda de novidade (naquela época) do Padre Marcelo, parece que os padres cantores tomaram caminhos paradoxais (ao meu ver) tornando-se padres cantores/galãs. Não parece conflituoso? Mas há uma vertente, que embora não tenha intenção nenhuma de despertar esse tipo de admiração, é capaz de me chocar pela aparente dissociação com algo elegante e de bom gosto. É muito desapego ou falta de noção? Roberto Carlos depois de passar por poucas e boas, naturalmente apegou-se à sua fé. Mas Roberto Carlos teve toda uma carreira pautada no apelo romântico, do café da manhã pra dois entre outras estripulias carnais. Daí meu estranhamento. A ironia, talvez. Nada contra uma ou outra religião, mas acho estranho quando o mensageiro parece ser mais importante que a mensagem. Enfim…. Dá play aí e manda sua opinião.

Por último e não menos importantes, os “especiais” de Natal. Primeira memória sobre esse período era a seguinte: a emissora anunciava um pacote de filmes incríveis (sim, era um época pré-videocassete) e você ficava aguardando. E ficava nisso. Nunca era exibidos todos os filmes anunciados. Aprendi a não confiar em promessas muito precocemente. Thanks, emissoras brazucas! Atualmente os tais “especiais” nem sempre têm temática natalina e a impressão que tenho é que são pilotos de programas (ou encalhados ou para um test-drive de audiência) que eles disparam aleatoriamente já que está todo mundo viajando ou em festas.

De qualquer modo, agradeço a todos aqui do blog e aos leitores e ouvintes do Monacast pelo carinho e participação. Desejo a todos um feliz Natal, com muita risada, amigos, familiares, alegrias e boas lembranças dos que já se foram. Natal para mim é isso: estar com quem amamos e lembrar que é esse amor que nos apóia e motiva por todos os outros dias. E se Papai Noel estiver lendo, please, uma TV mais divertida, inteligente e menos preconceituosa para todos!



O Aprendiz (de que?)


Autor: Mafalda ~ 23 de novembro de 2011. Categorias: Sofá da Mona.

A verdade é que temos todos um lado sombrio, talvez até inconfessável… Mas pessoas como eu (acredito que existam outros) expõem esse lado. É aquela coisa: você tem TV a cabo com n opções de programas e acaba, depois de zapear, parando para assistir O Aprendiz na Record (3ª e 5ª feiras). Agora sob comando de João Dória Jr. e uma dupla de consultores, que acompanham as tarefas desenvolvidas por dois grupos de “pessoas empreendedoras”. O prêmio não é mais o almejado (sério?) emprego nas empresas de Justus, mais 1 milhão e 500 mil reais.

Primeiro quesito para ser apresentador do programa: inexpressão facial. Vale usar botox, vale ter paralisia facial. O importante é parecer robótico. João Dória Jr. capricha nesse quesito. Sempre me assombro com seu aparecimento: ele parece ter sido arrumado por um excelente taxidermista.

Os candidatos nesta temporada formam um grupo mais heterogêneo. Tem um candidato negro e sem curso superior. A seleção, sugere-se, foi baseada no potencial empreendedor da pessoa, independentemente de títulos e diplomas. Sim, bem no velho estilo “american dream”.  Quem assiste ao programa, no entanto, percebe que o critério que mais pesou foi o mesmo do Big Brother Brasil: alguém disposto a qualquer coisa para ganhar uma grana. Nada de pruridos, portanto.

Cheguei a me iludir na inovação das tarefas quando uma delas era preparar e organizar a distribuição de “quentinhas” para os sem-tetos de São Paulo. Que nada. Já pulalam tarefas de promoção de carros, parques temáticos etc. Nesta última, os candidatos foram levados aos EUA e ficou evidente o hábito de mentir que muitos têm em seus currículos: todos afirmaram falar inglês (básico ou intermediário) e o que se viu foi um show de mímicas e uma mistura de inglês e portunhol de fazer o Mr. Fisk se revirar no túmulo. Vergonha alheia extrema.

Se você leu ou gosta das piadinhas do Dilbert, que escrotiza a escrotidão do mundo corporativo, vai delirar. A piada maior é a seriedade com que todos usam expressões em inglês, gerundismo, termos técnicos de marketing e a aparente  inabalável auto-confiança. Todos devem ter lido o mesmo manual de como parecer competente. Enfim, acho que vale a pena você assistir pelo menos um episódio e comentar aqui. Não prometo nada, mas gostaria muito de ler suas impressões.


“Meu taxidermista é um artista!”


 


Atividade Paranormal 2


Autor: Mafalda ~ 27 de outubro de 2011. Categorias: Sofá da Mona.

Como o clima no Monalisa de Pijamas é de Halloween com as “Coisas que dão Medo”, escolhi a “dedo” a dica. Primeiro: se você não assistiu Atividade Paranormal 1, não vai chegar ao clímax com o título 2 da série. Atividade Paranormal 2 explica um pouco do que ocorreu no primeiro filme e, se você não assistiu, não vai passar metade da aflição e susto no segundo. Afinal, esta é a razão de ficarmos horas em frente à TV vendo esse tipo de filme: passar medo à toa (sem contar o fato de ter uma desculpa decente para agarrar algum(a) pretendente.

Na rede Telecine (cabo) está rolando dobradinha dos filmes, uma espécie de aquecimento para o número 3 em lançamento nos cinemas. Para quem curte o estilo mockumentário (que simula uma filmagem amadora ou na forma de documentário, no estilo do seriado The Office e do filme A Bruxa de Blair; (mock: falso + documentário) é um prato cheio.

Na trama, tudo que nos faz pregar no teto de medo: um bebê, um pai cético, duas mulheres com um “passado”, um noivo mané, uma adolescente empolgada (que funciona como cúmplice do espectador, explicando parte da trama em suas fuçadas na internet – fonte de todo o saber, inclusive sobre paranormalidade…) e, obviamente, uma babá versada no misticismo/coisas do Além e uma cadela sensitiva (sim, cadela, o animal, lógico). Pronto. Todos numa casa imensa e lotada de câmeras de vigilância, após uma suposta invasão por delinqüentes. Quando as filmagens são assistidas, fatos estranhos começam a surgir em intensidade crescente.

Parte da graça desse tipo de filme é esperar o momento em que alguma zica vai rolar. Piada dos roteiristas, muitas vezes tentamos estabelecer um padrão para prever as manifestações do Além (por exemplo, toda vez que apagar a piscina ou toda vez que filmar a cozinha…). Não adianta. Não há qualquer padrão e parte da graça reside aí. Um filme sem pretensão exceto distrair e passar um pouco de medo (ou muito, no caso da Euba rsrs). E aí, vocês já encararam esses filmes? Gostaram? Comentem, comentem!


Cantinho do Castigo para Rafinha Bastos


Autor: Mafalda ~ 11 de outubro de 2011. Categorias: Sofá da Mona.

Se você já assistiu Supernany ou genéricos, sabe que o “cantinho do castigo” é um lugar (desprovido de qualquer distração) em que a criança malcriada deve permanecer, digamos, por alguns minutos (por exemplo, se a criança tem 5 anos, ela fica 5 minutos e assim por diante) até “se acalmar” e depois conversar com o responsável e compreender que o que fez foi inaceitável (palavra usada pela diva Jo Frost, a supernany original).

Assistindo o desenrolar do bafafá de Rafinha Bastos e CQC, devido a uma piada de péssimo gosto proferida pelo jornalista e comediante sobre Wanessa (ex-Camargo) grávida e seu bebê, a sensação que tenho é de que Rafinha acabou indo parar no “cantinho do castigo”. Para piorar ainda mais, basta lembrar que o marido da cantora em questão (Marcus Buaiz) é um dos patrocinadores do programa. Rafinha acabou mordendo a mão que o alimenta… Vixi!

Supernany Jo Frost: “Inaceitável, Rafinha, inaceitável!”

Primeiro veio a Mônica Iozzi, uma simpatia de menina. Ontem, graças ao Dia das Crianças, veio Oscar Filho, já  que é sempre zoado por sua baixa estatura, o que remete ao universo infantil (O que? O bullying?). E semana que vem? Rafael Cortez?
Não aprecio o senso de humor de Rafinha, embora ache algumas de suas tiradas ótimas. É uma questão de química, mais que de inteligência. Notei que ele foi perdendo a mão. Na verdade, foi pesando a mão. Isso não costuma funcionar no Brasil, embora tenhamos muitos comediantes desse tipo (e com sucesso) nos EUA. Brasileiros gostam de rir dos outros, jamais de si mesmos. Gostam de zoar com a mulher dos outros, mas não me venha com piadas envolvendo sua patroa. Curioso, não?

Vídeo com a declaração de Rafinha:

Mais curioso ainda é perceber que o próprio comediante não leva numa boa perguntas sobre suas declarações. Em recente entrevista à Mônica Bérgamo (Folha de São Paulo), ele a mandou (como dizer?) “praticar felação em seu grosso e bem vascularizado órgão genital” (desculpem, foi o melhor que deu pra fazer com a frase original). Por que tamanha grosseria? Porque foi indagado sobre as piadas usadas em seu show envolvendo o ator Fábio Assunção e o comercial da Nextel.

Não sei a idade de Rafinha, mas esse “cantinho do castigo” está bem prolongado para os padrões habituais (se é que existem).  E embora o próprio comediante brinque com o assunto em seu atual show de stand up, divulgou-se agora que Rafinha pediu demissão da BAND. Sim, isso mesmo. Simultaneamente, já começaram os boatos de que já estaria sendo sondado pela Record e pela Rede TV.

Daí eu me pergunto: a gente não vive numa democracia? Não acabou a censura? Tudo bem, a piada é de péssimo gosto e nem engraçada foi, mas… e daí? Obviamente era uma PIADA. Ruim, mas uma piada. Não era uma ameaça, lógico. O episódio do Rafinha me fez parar para pensar que existe sim censura no país. E uma das piores. A censura velada imposta por quem banca as atrações, pelos patrocinadores. Você pode ridicularizar um pobre servidor público no “Proteste Já” (que melhorou MUITO com o comando do Oscar Filho), mas fazer uma piada escrota com a mulher de um de seus chefes não. Resumindo: passo a desconfiar de tudo que é dito agora no programa. E ainda mais sobre o (auto) senso de humor de Rafinha…

E você, leitor? O que achou de todo esse rolo? Escreva pra gente!

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Agora é tarde ( Será? )


Autor: Mafalda ~ 27 de setembro de 2011. Categorias: Sofá da Mona.

Deixei passar um tempo a partir da estréia do programa “Agora é tarde” comandado por Danilo Gentili. Reinventar-se e se adaptar a um novo formato é um processo árduo, especialmente para os que se consagraram com uma persona ácida e sarcástica como o caso do apresentador. Então, relevei algumas coisas que não gostei de início e persisti na audiência mais um pouco, para me assegurar de ter uma impressão mais ampla e não apenas uma vaga primeira impressão. Se para Danilo “Agora é tarde”, para mim ainda é tempo de ressaltar alguns pontos (que trocadalho do carilho…).

A fórmula é batida e clichê. Fato. De novo e mais uma vez o combo: banda + um apresentador/entrevistador + quadros de pegadinhas + comentários sobre as notícias atuais. Estou errada ou já vimos tudo isso antes? Acho que sim. Então, conta-se muito com a audiência do público do humorista Danilo Gentili. Danilo insiste em ternos (por que, afinal?) e uma postura menos agressiva, abafando a característica do humor que o fez conquistar fãs pelo país. Na estréia, lembro-me de pensar que ele buscava uma referência: Sílvio Santos? João Gordo? Jô Soares? Datena?! Pensei em vários porque não o reconheci ali em seu próprio papel.

Nunca havia visto um talk-show com tantos “coadjuvantes”. Ultraje a Rigor, Marcelo Mansfield e mais dois humoristas.  Não parece muita gente pra um palco só? Nos programas que vi, achei Marcelo Mansfield (cujo estilo de humor, pessoalmente, me agrada mais) pouco aproveitado. Marcelo Mansfield tem um rastro artístico e cultural bem maior (até pela idade e vivência) que Danilo Gentili. E passa a impressão de ser um supervisor, pronto para intervir caso a peteca caia… Se a intenção não era essa, sinto muito, mas é a sensação que tive. Por muitas vezes, perguntei-me se não seria melhor o Marcelo entrevistar… Acho seu repertório, como já disse, mais amplo e profundo para aproveitar mais os entrevistados e para extrair declarações mais relaxadas, momentos engraçados… Talvez a imagem construída por Danilo Gentili, com tiradas de humor ácido o transforme num “risco” para os entrevistados. Risco de não ser ouvido, de se colocar em posição constrangedora e de não se sentir à vontade.

O principal  “x” da questão no programa são as entrevistas. A lista de convidados é interessante (Peréio, Marília Gabriela, Marta Suplicy entre outros). Tudo a favor. Mas parece não funcionar. Danilo Gentili na posição de apresentador/entrevistador é outra pessoa/persona, que parece não ter ainda acertado no tom e timing. Basta dizer que a cada “tirada” dele ou do entrevistado, insiste-se num infâme toque de bateria (Sim, David Letterman fez escola com essa chatice). Pergunto: precisa? Incomoda-me tanto quanto claquete de risadas. Além disso, repito-me, nenhum entrevistado parece se sentir à vontade (na medida do possível) com Danilo.

Talvez ele próprio perceba tudo isso. Mas tal percepção não soluciona o caso. É visível sua fuga, várias vezes, para a ficha do entrevistado enquanto o mesmo fala. Nervosismo ou falta de preparo? Os entrevistados parecem falar menos. Receio?

A Liga” (BAND) com Rafinha Bastos, a meu ver, emplacou porque houve a sabedoria de estruturar um programa aproveitando o perfil de jornalista investigativo de Rafinha Bastos e sua capacidade de expor situações e realidades distintas (somada à uma equipe e produção impecáveis).
E vocês, o que estão achando do Danilo lá? Agora é tarde para ele ou ainda há chance de melhorar? Mande sua opinião!

Vídeo

Marília Gabriela incrível: “Isso é pra ser sexy?!” uahuhauhauah…


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Mentiras sinceras me interessam…


Autor: Mafalda ~ 13 de setembro de 2011. Categorias: Sofá da Mona.

Adoro Cazuza e suas letras ainda atuais. Mas não é sobre o Cazuza essa coluna. É que assisti a um filme hoje e essa música me veio à mente. Você vai sacar o motivo.

O filme é a comédia romântica Jack and Chloe (Jusqúà toi ou Every Jack has a Jill- em cartaz na rede Telecine), uma produção francesa de 2009. Ok, se você tem resistência a filmes franceses, pode assistir sem “medo”. Não é um daqueles filmes geniais e incompreensíveis para nós pobres mortais, com gente pelada, fumando e discutindo e tudo em preto e branco (rsrs). É só um filme leve, despretensioso, que diverte e te deixa leve no final.

Jack (o fofo Justin Bartha) é um cara comum, deprimido e confuso com um recente pé na bunda que lhe tira o chão. Pra piorar, ele havia ganhado uma viagem a Paris numa promoção de um refrigerante… Apesar de não gostar de viajar, ele é encorajado pelos amigos a ir, mesmo que sozinho. Jack é tão caseiro que não tem sequer mala. Empresta uma antiga (vermelha) de seu falecido pai (a fala da mãe sobre a mala é uma pérola – recuso-me a dar spoiler). Chloe (a divina Mélanie Laurent) é uma jornalista francesa, sensível e talentosa, insegura e com medos estranhos (como falar ao telefone, por exemplo). Ela é escalada para fazer uma viagem de trabalho pela empresa em que trabalha. O previsível acontece: extravio de bagagem no aeroporto e a mala de Jack vai para Chloe.

Testemunhar o estranhamento cultural entre o norte-americano Jack e os funcionários do hotel francês rende boas risadas, mas tudo muito sutil, sem pastelão. Elenco de apoio irretocável.

De posse da estranha mala, Chloe decide abrí-la. Seu conteúdo a surpreende e encanta. Será possível conhecer alguém se baseando nos itens de sua mala? Ok, pura ilusão, as tais “mentiras sinceras…” que citei, mas não é uma idéia criativa e fofa? Chloe se “apaixona” pelo homem que imagina ter feito aquela mala. Parece bobagem, mas será que todos nós (pelo menos de imediato) não nos apaixonamos por alguém que idealizamos? A tímida Chloe resolve então devolver a mala, com seu endereço e com fotografias tiradas com a máquina de Jack. Cada foto, um recado e um pouco sobre quem ela é. Uma aposta no destino, na ilusão. Por quê não?

Destaco a trilha sonora. Achei deliciosa, cool.

Agora, o resto é com você: assistir, gostar ou não. Acho que me tocou a timidez das personagens e talvez tenha me identificado com suas supostas esquisitices (que achei normais, aliás). É duro ser diferente, ter um mundo interno complexo e rico. Então, mesmo que seja pura ilusão de cinema, é bom ver uma história bem contada, com graça e leveza sobre o que idealizamos e a realidade que se apresenta. Tem dias, que é só disso que precisamos: um pouco de ilusão.



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Miss Universo 2011 – acompanhamos ao vivo em videocast


Autor: Mafalda ~ 12 de setembro de 2011. Categorias: Coisinhas de Mulher, Curtindo a Vida, Sofá da Mona.

O Miss Universo 2011 foi realizado pela primeira vez no Brasil, em São Paulo – comemorando os 60 anos do concurso!

Nós da Monalisa de Pijamas não perdemos esta festa, e com todo o GLAMOUR que o evento pede, acompanhamos ao vivo a transmissão pela Tv Bandeirantes.

Além de mim, Euba e Phoebe, também participaram do videocast a Jú Teófilo – colaboradora aqui na Monalisa – e a nossa querida amiga e podcaster Maira Moraes do Papo de Gordo. E junto conosco, muitos ouvintes acompanharam o videocast, o que tornou tudo muito mais divertido!!

Quem perdeu o Videocast pode assistir aqui a gravação de ontem.

 

WEEEEEEEEEEEEEE!!!! MONACAST AO VIVO!!! SERÁ QUE AS CONEXÕES DA EUBA E DA PHOEBE VÃO AGUENTAR??
Se não conhece ainda nosso PODCAST aproveite para escutar o episódio “Concursos de Beleza”, clicando AQUI.






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